11 de dezembro de 2011

The white side of the moon



Fixo meus olhos na lua, um disco prateado no céu, recortado contra o negro do espaço infinito, encoberto pelo cinza pálido das nuvens, mas apenas parcialmente. Em momentos, seus raios azul-perolados rompem a densidade úmida da chuva que não caiu. Olhando para ela, penso. Penso e repenso, imagino, desejo. Desejo poder estar lá, mais perto dela para poder observá-la, sentado em um camarote de nuvens, sozinho, ou então, não, mergulhado em pensamentos, ou talvez sentimentos.
Desejo, também, pisar em sua superfície, para então olhara para cá a partir do seu ponto de vista, e ver o azul, o verde, o braço, e, quem sabe, com sorte, poder observar uma tempestade, um furacão. E então, flutuando em ares semi gravitacionais, virar-me para o universo e contemplar sua infinitude negra. O negro, porém, é o que menos se deve dar pra ver lá de cima.
Com o Sol às minhas costas, nenhuma luz estará ente mim e as estrelas, e então poderei contemplá-las em toda a sua grandiosidade, suas infinidades de pontos azuis piscantes, pulsantes com a vida que emanam.
Como não posso (ainda), contento-me em olhar a Luz daqui de baixo mesmo e, num local perdido do interior, onde há mais natureza do que luzes, observar a densidade luminosa da via-láctea e colocar minha mente para imaginar tudo de novo.

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